terça-feira, 29 de setembro de 2009

A ALBARDA NUM É P'RÓ BURRO

"ALBARDA QUE NUM É P’RÓ BURRO"

É caso para dizer que os tempos são outros! Já lá vai o tempo em que um proletário com um bocado de paleio, enfiava um boné na tola e através de discursos de impregnados de inflamação revolucionária, conseguia distorcer os cérebros meio amorfos das massas e catalizá-las para as suas arestas de pensamento; instalando seguidamente a ditadura do proletariado e concedendo aos seus apoiantes umas benesses como uns campos de trabalho forçado em território Siberiano, onde o Inverno era soalheiro e o Verão dava para fazer sky. Tudo porque eram burgueses e fascistas.
Agora é outra loiça!? Apresentam-se arreados de bons fatos, se calhar confeccionados em Londres, como os dos maiores fascistas dos nosso burgo, de quem tão mal sempre disseram, - e dizem - armados em “lulas”, depois de se terem apresentado como candidatos às presidenciais, cheios de patriotismo e compaixão dos trabalhadores, - outra vez? - sobre os quais sorrateiramente equilibram os seus tachos. Assim tem feito o kamarada Jerónimo, seguindo religiosamente as directrizes da nomenklatura.
Explodindo baba, ranho e infindas nuvens de gafanhotos, com o seu paleio assaz reticente e carente fluidez na dicção, lá vai mandando umas repetitivas traulitadas fora de moda, já pouco convincentes, porquanto com puída razão, que tendem estar em desacordo com a imagem “proletária” que afirma representar e pretende transmitir. Não quero dizer que não esteja certo, porém, por muita água choca que exista, há sempre quem com ela mitigue a sede.
As massas, a estratégia, os trabalhadores, o fascismo, a precariedade o capitalismo - que se não existisse não existiria trabalho - a derrota da direita, a subida da esquerda, etc., são os ingredientes usuais, sem os quais não consegue fazer o escabeche de cebolada picante e criticista.
Como uma marioneta, lá vai arreando as marteladas que lhe são autorizadas a mandar segundo discursos pré fabricados pelos mentores do partido, num ciclópico esforço para tentar uma imitação rasca dos símbolos da pauta musical, daquele cuja inteligência se distancia da dele, a milhares de anos-luz: o Dr. Álvaro Cunhal!... Que, apesar de nunca eu ter perfilado nas suas ideias, sempre o admirei pelo seu pragmatismo e persistência na defesa do porquê, a que ele me parecia ser fiel, muito embora não tivesse nada a ver com democracia.
Esse não precisava que lhe fizessem os discursos; a retórica revoltada fluía-lhe do interior da alma imbuída numa crença em que ele cegamente acreditava e pela qual pelejou até ao seu derradeiro esforço. Era um autêntico revolucionário!... Um óptimo catalisador de massas!
De resto, o actual leitor de retóricas do PCP, fraco precursor do Mestre, apesar de todo o seu esforço na imitação de tão contestada figura, a meu ver não convence; faz-me lembrar a figura principal que deu origem ao livro “O MANDARIM” de Eça de Queirós.
Um dia irão ver que “A ALBARDA NÃO É PARA O BURRO”.

António Figueiredo e Silva
Coimbra

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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

ESTUDAR E "ENCORNAR"

ESTUDAR E “ENCORNAR”*


O estudo, bastante árduo por sinal, é baseado na compreensão, na investigação, na lógica das conclusões e até na intuição para cujos predicados é necessária inteligência. Indubitavelmente esta tem que ser uma inteligência nata, propensa aos desafios e à destrinça da problemática dos mais diversos sectores do mundo em que vivemos; por isso, capaz de se embrenhar nos complicados meandros da eurística e da hermenêutica, com precisão e sem perder o seu azimute.
O estudo que não passe pela compreensão e apenas se baseie na assimilação de tudo quanto os nossos sentidos alcancem, armazenando o seu produto nas prateleiras cerebrais até que se proporcione uma descarga autoclísmica para o exterior, não é estudo, mas sim, “encornanço”, que não leva a lado nenhum porque o cérebro deficiente não consegue equacionar os dados armazenados à “marrêta” e criar conclusões, abrindo brechas na estrutura dos dados assimilados, como se as sinapses estivessem bloqueadas ou os neurónios com a sua polarização invertida.
Quem “encorna” não estuda e apenas se limita a fazer uma clonagem do conteúdo científico, absorvendo a sua mancha como um mata-borrão. Posteriormente, quando solicitado o seu conhecimento, fica automaticamente repetindo o que tem gravado no cortex cerebral, o que para muitos já não é nada mau, pois nem toda a gente detém essa “deficiência”.
-Aquele é “inteligente”!... Não precisa de estudar. Ouve tudo o que professor diz e já está.
Assim vai vivendo e gozando de uma fama que foi mal atribuída, e, regurgitando o que apreendeu mas não aprendeu, vai “subindo” na hierarquia social cheio de presunção, mas sob a persistente e implacável perseguição do conhecimento absoluto da sua deficiência congénita que em horas de aperto o desmascara, tornando-o por vezes irreverente, teimoso, ingrato e mal educado, ao aperceber-se que realmente não sabe “nada”, transformando-se assim numa presa fácil para predadores mais bem preparados e com calo no cú.
E é mais ou menos dentro destas linhas que se formam aqueles a quem, na gíria popular, é atribuído o nome sarcasticamente depreciativo de “doutores da mula ruça”.
Muitos, provavelmente nem serão merecedores desse nome, porque a sua cabeça vale menos do que a do burro* que “montam”.


António Figueiredo e Silva
Coimbra


*Não quero aqui ofender os touros ou os burros
e muito menos quem tenha o complexo deles.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O QUEIXINHAS

O QUEIXINHAS


Perde-se na imensidão dos tempos a existência desta entidade tão típica e tão enternecedora! Tadinho!
É por natureza o personagem mais rasteiro que vagueia, meio desnorteado, pelos córregos mais baixos da nossa conjuntura social.
O Queixinhas é por deferência um especialista falhado, mas rico na criação e ampliação de situações lunáticas, que pelo seu cariz de imprestabilidade lhe vão granjear epítetos pouco abonatórios e dos quais ele não gosta, atestando esse desconforto com carpidos lamentos onde quer que se encontre; na escola primária, nas reuniões, nos debates, actualmente nos blogs, nas usuais conversas de café, nas estações de rádio, na televisão, nos jornais, e, em último recurso, até nas paredes e nas portas das retretes públicas, que talvez considerem o melhor meio de desabafar, porque escondem a cara do seu autor, apesar de muitas vezes autografados. Aproveitam ao mesmo tempo para rabiscarem um desabafo espiritual enquanto procedem a outro: o desabafo físico, forçado pelo sistema nervoso tenso, a actuar sobre os movimentos peristálticos intestinais. Que alívio!!!
O Queixinhas é o poeta falhado da nossa fauna Humana, pelas lamentações que o espírito não lhe consegue digerir e compulsivamente as tem que vomitar, para aliviar a flatulência da personalidade empanturrada.
É aquele que arranja lenha para se queimar, por não estar à altura de apagar o fogo que ele próprio ateou; é aquele que mija contra o vento, admirando-se ulteriormente da sua cor esquálida, quando se admira ao espelho; é aquele que não sabe dizer tátá sem deixar de ser tótó; em fim, é aquele que não sabe adaptar o seu mundo ao mundo em que vive, por falta de conhecimento desse mundo, e, o mais grave, de si próprio.
O Queixinhas já vem de longe! Quando eu, puto ainda, andava na escola primária, já por lá existiam alguns.
- Minha Sra., o Manel cagou-se!... Minha Sra., o Jaquim atirou-me um bocado de ranheta!...
Mas isto era dito com uma entoação musical bastante engraçada e própria de criança.
Claro que os queixinhas começam sempre de pequeninos, acabam por se tornarem graúdos e assim continuarão até que a vida os perca de vista.
Evidenciando o seu estado de maturidade física mas não intelectual, ele é semelhante ao velho queixinhas da escola do a, e, i, o, u, contudo de forma diferente, devido ao avanço tecnológico, que permite uma maior e mais rápida divulgação dos ressentimentos que sente e por debilidade própria é incapaz de estancar.
- … Sra. Professora, até andam p’raí àboar umas coisitas que dizem e escrevem sobre mim e não são verdades puras, mas talvez parciais, se bem que, com grande incidência na certeza.
E interiorizando o pensamento prensado e gemido no sarcófago da alma, num compulsivo e sepulcral silêncio, “diz”: dê-lhe doze palmatoadas em cada mão.
O Queixinhas é assim!?... Conhecem-no?...
Existem muitos!


António Figueiredo e Silva
Coimbra

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terça-feira, 22 de setembro de 2009

FANTASIAS CLARAS

“FANTASIAS CLARAS”

Quando o peróxido de hidrogénio ou outro produto químico qualquer, se alastra na piolheira capilar, tem grandes possibilidades de, através da porosidade do couro cabeludo, invadir o tecido cerebral, dando às ideias uma tonalidade e uma constituição de gema de ovo mole, onde a realidade é acometida por uma aurora boreal, que faz com que as ideias pareçam claras, não o sendo contudo.
Não são muitas, mas também não é incerta a existência de algumas “abóboras porqueiras” com ideias claras, cujas mentes estão ainda por clarificar, mantendo-se estas inquinadas por genuínas fantasias, decorrentes de um inveterado ou manhoso facciosismo cuja inseminação lhes foi geneticamente injectada ou embutida à “pancada” pela insistência do malho de borracha dos interesses pessoais, seus únicos fins.
Esses espíritos pobres de nobreza da alma, mal alinhavados por natureza mas presunçosos por condição, merecem a condescendência democrática - só mesmo democrática - dos mais sensatos e dos mais compreensivos, apenas por uma questão de miseração.
Porque eles não sabem o que dizem, não dizem o que pensam ou não sabem já o que hão-de dizer; balizam a sua retórica com epítetos fedorentos, que o bolor da embustice com toda a severidade corrói, na esperança de que os portugueses grudem ao traiçoeiro látex político das suas seringueiras.
Limitam-se, como último recurso, ao aquecimento da maledicência - vocábulo comummente utilizado por José Sócrates nas suas surtidas vocabulares – na forja da matreirice e atiram as borras residuais por esse processo conseguidas, para, num último alento envolvido em aflição, tentarem denegrir a imagem de quem subsiste às afrontas com a cabeça levantada e fora da linha de água que é constituída pelas escórias da politiquice.
Ser-se honesto, vale sempre a pena.
E ainda há gente no meio destas escórias de língua trapeira, que se dá ao luxo imbecilizado e falho de modéstia, de pretensiosamente “rapar” da sua pobre faixa curricular, como se isso os presenteie como donos absolutos da sabedoria, da doutorice, da erudição! Mas que magnanimidade tão sórdida!... Tão cheia de mofo!... Tão patética!... Tão imbecilizada!
Essas borras residuais enveredam sempre pelo trajecto agressivo, martelando consecutivamente na bigorna da repetição. São de mentes fixas, pouco dialogantes, a não ser com aqueles que comungam beatificamente da mesma religiosidade. Fazem um xinfrim dos diabos, convencidos de que outros embarcarão na sua (deles) pandeirêta. E é bem verdade que o fogo serrado e poluente não lhes tem trazido maus resultados!? - A ver vamos, como diz o cego.
Atacam sem mãos, mordem sem dentes, arranham sem unhas, mas picam com ferrão, lamentando-se depois, quando o céu lhes cai em cima. Não gostam nada de aceitar devoluções de encomendas cuja paridade é mais ou menos de peso e medida equivalentes às que enviam.
São como a ceratitis capilata* que, em ordenados pelotões, têm dizimado os citrinos das nossas aldeias, das nossas vilas, das nossas cidades, do nosso país.
Abri os vossos olhos, apurai os vossos sentidos, aperfeiçoai a vossa mioleira e clarificai as vossas ideias. Só assim, podereis proteger os laranjais deste território, contra a invasão dessa praga destruidora.
Só desse modo podereis afirmar que realmente tendes ideias claras.



António Figueiredo e Silva
Coimbra
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*Mosca do Mediterrâneo.





quarta-feira, 16 de setembro de 2009

ASINUS ASINUM FRICAT

ASINUS, ASINUM FRICAT


Récuas deles não faltam nos mais diversos quadrantes do nosso zoo. Nós sabemo-lo. A eles, o conhecimento de tal facto também não passa despercebido; só que existe um impedimento serrado que os “impossibilita” de descobrir as carecas entre si por causa de uma hipócrita maleita chamada deontologia sectária.
Este filosófico conceito, criado para que exista um respeito mútuo entre “profissionais” e o público em geral, tem vindo a ser abusivamente utilizado para o encobrimento de verdadeiras azémolas que a esmo proliferam no nosso meio, porém academicamente certificadas – não doutoradas -. Seria um paradoxo pensar-se que em todas as profissões ditas elitistas, os seus elementos fossem todos considerados a nata da sabedoria. Porém, tal não acontece. Seja na economia ou na política, na medicina ou no direito, na engenharia ou na arquitectura ou noutras profissões quaisquer, o condimento da burrice que tempera muitos dos seus elementos é um facto real. Só que, quanto maior for a orbita social, mais encobertas são as patacoadas, pela coesão dissimulada, baseada na dita deontologia, que deixou de ser a teoria dos deveres morais, do bem e do mal, do que é lícito ou ilícito, para abarcar também a confidencialidade do leque de incompetências, porque fica mal dizer mal do colega de profissão, do mesmo club, do mesmo partido, ou da mesma equipa, ainda que este seja uma autêntica besta ou uma nulidade em absoluto. Daí que os romanos, na sua refinada sabedoria, chegaram à conclusão de que um burro infalivelmente protege sempre o outro, claro está, desde que envergue a mesma camisola, viva no mesmo “curral” e coma à mesma “manjedoura”. Contudo, não deixam por isso de se escoicinhar entre si, donde poderão subsistir alguns hematomas psicológicos que são sol de pouca “dura”, porque vivem debaixo da mesma “cúpula” e comem da mesma “gamela”; mas sem transpirar nada para o exterior do “estábulo”.
É por causa desta reciprocidade proteccionista hipocritamente disfarçada, e do esfreganço mútuo, que os burros vão passando despercebidos no meio de nós e quando descobrimos o resultado das suas burricadas, ou apanhamos alguma patada, já é tarde para lhe prendermos os cascos e lhe enfiarmos a cabeçada, a forma mais ortodoxa, todavia mais eficaz de os levar ao tronco do ferrador.
Se algum prevarica, todos o rodeiam, montam a sua protecção e coçam-lhe o costado com a invenção das mais disparatadas desculpas, reabilitando-o para que a récua continue comendo do mesmo monte de palha, numa forçada e aparente simbiose de camaradagem e sincronia.
Isto é assim pelo menos desde tempos dos Romanos, e assim continuará a ser, por todos os séculos, até que a comichão lombar se acabe. Aí oooh!
Por conotação, é precisamente isto que tem vindo a acontecer entre os nossos políticos, com mais incidência nuns do que noutros. E não só!?


António Figueiredo e Silva
Coimbra

* um burro “esfrega” o outro.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

É BÊ-LOS À’BOAR!...

A Boeing, fábrica americana de aviões, cuja fama se estende a nível internacional, já treme dos pés ao couro cabeludo, perante a inusitada afirmação do nosso Primeiro-ministro José Sócrates, ao anunciar que “a partir daqui, Portugal fabrica aviões”.

Isto é que vai ser bê-los à’boar, rasgando as entranhas dos céus de Portugal e certamente as coxas do resto do mundo, desta vez por ares nunca d’antes nabegados com abiões nunca d’antes inbentados.

Foi uma afirmação proferida com todo o orgulho, pragmatismo e “convicção”. Bem, não é caso para menos, porra!?

Até eu fiquei apardalado! Fabrico de aviões no nosso país?!... Que bom - sonhei!

Como tenho uns anitos de técnica aeronáutica e apesar das minhas longarinas, nervuras, cérceas e stringers da minha estrutura estarem um bocado aluídas e debilitadas pela fadiga do material, ainda auguro possibilidades de arranjar por lá um tachito para servir de muleta à minha frugal reforma, que não é como a de ex-deputado nem tão pouco equivalente à do mais reles político com oito anos de “trabalho” investidos a trabalhar o parceiro.

Eu, artolas, pensava que de grande dimensão só existiam as fábricas FBP, (Fábrica Braço de Prata, de armamento) FAF, (Fábrica Alentejana de Fisgas, também de armamento, mas artesanal) Fábrica de “bólides” Sado, que penso até já ter fechado, sem primeiramente ter entrado, como permite a Lei, em Lay Off e as FTC’s (Fábricas de Transformação de Cortiça) direccionadas à produção de rolhas para arrolhar as bocas que tendem a transformar virtualidades em certezas e políticas em politiquices.

Bem, tudo isto era o que eu pensava, em função das expansivas locuções do nosso Primeiro-ministro, aquando do lançamento do primeiro calhau para a construção das referidas “fábricas de aviões”, porque afinal, a realidade é outra.

O que vai existir sim, é uma fábrica de componentes destinados à aviação, como o fabrico de asas, e outra de materiais heterogéneos (compósitos) direccionados à construção de caudas de aeronaves. Em fim, indústrias de componentes para fins aeronáuticos, que ao que sei, não abouam por si sós, a não ser no meio de uma zaragata interpessoal, deflagrada por alguma atitude menos própria de algum elemento mais moncoso.

“A partir daqui, Portugal fabrica aviões”!... Foi uma frase, que em gíria aeronáutica eu considero uma expressão abortada à descolagem da retórica, no aeródromo dos ouvidores. Foi o que se pode chamar de uma real gafe; se intencional ou não, somente ao Primeiro-ministro é dada a primazia da réplica.

O seu objectivo todos podemos aventar, porém nunca afirmar, porque a densidade do ar pode aumentar e estraçalhar todos os abuões que abouam nos nossos neurónios cerebrais.

E para encerrar o sonho que tive e a realidade que descobri, acabo com uma frase de Lao-Tsé, “A alma não tem segredo que o comportamento não revele.

António Figueiredo e Silva

Coimbra

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A CORAGEM DE QUEM A NÃO TEM (HISTÓRIA HILARIANTE)

A CORAGEM DE QUEM A NÃO TEM
(HISTÓRIA HILARIANTE)

Um belo dia, em que a preguiça tomou conta de mim, resolvi “viajar” um pouco na internet.
Para o que me havia de dar?!... Não é meu costume, mas resolvi ir ao site que depois vim a verificar ser “sabiamente” (metáfora) gerido pelo “distinto Sr.” (metáfora) Rui Cabral, que penso ser o Sr. Rui Jorge da Silva Cabral, - porque anda p’raí um outro Sr. Rui Luzes Cabral, armado em “papagaio eloquente”, que penso não ter nada a ver com a mesma pessoa,* ou então tem vergonha do seu nome!? - www.psloureiro.blogs.sapo.pt/** onde pude ler a grande patacoada abaixo escrita, em que criticava atamancadamente e com alguma pusilanimidade o slogan,

HERMÍNIO LOUREIRO
Um Amigo

para o qual foi maquinado o pueril, pobre e asino comentário, que abaixo se segue.

*Mas muito gostaria de saber, para ter o cabal prazer
de conhecer a real identidade a quem me dirijo.


**Loureiro é uma Vila Industrial e Agro-pecuária,
de onde sou natura,l pertencente ao Concelho
de Oliveira de Azeméis, Distrito de Aveiro.



Setembro 02 2009

O Hermínio não é meu amigo.
Agosto 27 2009
Existem por aí uns “outdoors” a propagandear que o Hermínio Loureiro é meu amigo. Quero desdizer tal coisa, pois não conheço pessoalmente esse senhor, nunca falamos, nunca fomos apresentados, nem nunca almoçamos ou jantamos juntos.

Parece-me abusivo, andar a dizer que é meu amigo, quando para além de nem sequer nos conhecermos, ele e os seus amigos laranjas que estão no poder local desde que eu nasci, pouco terem feito pelo meu bem-estar. Ainda recentemente me perguntaram se era africano, só porque disse que vivia numa vila sem saneamento… Parece-me pouco amistoso ter deixado durante mais de três décadas o concelho, perder oportunidades que os concelhos à nossa volta foram aproveitando para se colocar na primeira linha do desenvolvimento.
Por isso repito, que esse senhor não é meu amigo.
Fernando Silva

Ontem o Sr. António Figueiredo escreveu um comentário ao artigo “Hermínio Loureiro não é meu amigo” que publicamos de seguida.


Ao qual eu contrapus:


"Hermínio Loureiro, um amigo".

Este conjunto vocabular, para quem compreende o sentido metafórico da frase, não contém uma afirmação, mas sim uma suposta oferta de amizade para quem a desejar, como é óbvio.
Como tal, o comentário acintosamente inserido, não tem qualquer cabimento lógico, além de fazer emergir por parte de quem o escreve, uma falta de maturidade de tal forma profunda, que nem vale a pena perder tempo a debruçar-me sobre ela.
Mas cá vai esta achega, para que a "Democracia" do PS não permita a sua publicação.

António Figueiredo e Silva
Coimbra


Não satisfeio(s) com o meu comentário, lá vem “porrada” (ah, ah, ah!...)de volta.


Loureiro não é meu amigo II

Caro Sr. António Figueiredo e Silva,
A “democracia” do PS tem gosto em publicar todas as opiniões, mesmo aquelas completamente contrárias à linha ideológica dos nossos candidatos. Porque é, justamente, no confronto de opiniões que há crescimento e amadurecimento.

Neste caso, a sua opinião carece de fundamentação científica e como tal o seu raciocínio é estéril de razoabilidade. O Sr. António alicerça o seu pensamento num erro básico de gramática, uma vez que confunde uma afirmação com uma metáfora. O slogan “Hermínio Loureiro, um amigo” é uma afirmação e não contém qualquer metáfora. Uma metáfora é uma figura de estilo que consiste no emprego da palavra, fora do seu sentido normal, ou seja, num sentido figurado. Por exemplo, se em vez de “um amigo” estivesse “papagaio eloquente”*, já teríamos uma afirmação com uma metáfora. Nesta afirmação temos uma oração com um sujeito (Hermínio Loureiro) e um predicativo do sujeito (um amigo), que não pode ser compreendido num sentido metafórico. Também não há qualquer suposta oferta de amizade, porque o verbo que se subentende é o verbo copulativo “ser”, que une o sujeito ao predicativo do sujeito. Para haver essa suposta oferta de amizade, teria que se empregar um verbo volitivo (querer, desejar, etc.) que expressasse essa vontade. Na realidade, o que está escrito é “Hermínio Loureiro é um amigo” e não “Hermínio Loureiro quer um amigo”, e daí não podemos fugir. Na análise textual temos de nos concentrar no que está escrito e não no que imaginamos que está escrito.

Deste modo, tudo o que diz sobre a opinião do Dr. Fernando Silva é lixo, uma vez que não parte da interpretação correcta do slogan mas das suas próprias emoções. A imaturidade profunda, afinal, não se enraíza no Dr. Fernando Silva, como o senhor decretou, mas na sua incapacidade linguística agravada pelo facto de se achar, orgulhosamente, dono da verdade.
Saber português não se confina ao uso de palavras invulgares e arcaicas para quase ninguém perceber. Saber português é muito mais. É aquilo que o senhor parece não saber: interpretar e comunicar.


* «O Papagaio “Eloquente” (?...)» é o título de um artigo escrito pelo Sr. António Figueiredo e publicado no Jornal “A Voz de Azeméis”, n.º 1438 de 16 de Dezembro de 2008, pág. 23.

Sérgio Cabral
publicado por psloureiro às 13:16
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Como a sua “democracia” não contempla a liberdade de expressão, - e eu já sabia - até agora não publicaram a minha resposta ao comentário, obrigando-me a ter um trabalho dos diabos para desparasitar a memória daqueles anafados “intelectuais” (metáfora) “a democracia do PS tem gosto em publicar todas as opiniões” e publicar esta trama no meu blog.


Cavaca à resposta ao meu comentário

Prezado Sr. Sérgio Cabral (& C.ª)
Ao aludir que a “democracia” do PS tem gosto em publicar todas as opiniões”, congratulo-o pela sua sensatez ao colocar a palavra democracia entre aspas, uma vez que em nenhum partido de orientação marxista “camuflada”, a prática dessas linhas são existentes; no entanto até faço por acreditar!?
Não seria de bom tom, se, antes de encetar o “verdadeiro” (metáfora) comentário, não pugnasse por um agradecimento à pessoa que urdiu a lição de português que o Sr. fez o favor ou se sentiu na feudatária sujeição de subscrever, se bem que eu já tivesse aprendido algo mais, não tendo sentido porém, alguma vez, a necessidade alguma dessa lição para equacionar as minhas ideias e desenvolver as minhas pretensas alegações.
Sabe, Caríssimo Sr., que cada pessoa tem o seu estilo de repertório, que funciona, analogicamente, claro, como uma impressão digital. Cada mioleira tem o seu cunho, a sua chancela. Pode verificar-se por isso, que a redacção da resposta ao comentário, maleitosa por sinal, não foi trabalho da sua jorna.
A essa figura “de excepcional erudição”, (metáfora) o meu muito obrigado.
Quanto à sua opinião, essa, passa-me tangencialmente, porque não é em nada comparável à de muitas doutas e nobres cabeças, que não a sua, onde essa “imaturidade profunda” deve estar acerrimamente enraizada, porque aludem exegeses bem diferentes à minha maneira de escrever, precisamente por ser confinada “ao uso de palavras invulgares e arcaicas para quase ninguém perceber”, isto é segundo a fraqueza de conhecimentos que o Sr. revela.
Neste contexto, devo dizer-lhe Caro Sr., que talvez lhe falte o discernimento, a força de vontade e a capacidade para consultar os livros onde está expressa toda a ignorância Humana: Os Dicionários. A estes preciosos livros, que para alguns não devem ter qualquer valor, como deve ser o caso do Sr. Sérgio Cabral (& C.ª), quero atribuir-lhes, toda a abrangência ao seu o seu sentido lexical.
Quando necessário também os consulto.
Como pode constatar, eu não sei tudo; logo, não sou, “dono da verdade” (silogismo) nem nunca me intitulei como tal, como o Sr. de “extrema raridade científica” (metáfora) me proclama.
O Sr., com toda a sua irreverência e da “nariz” empinado, parece-me que anda armado em furtivo gato bravo à procura de uma “lura” que lhe permita atingir algum status social que lamentavelmente não tem. Mas assim não se safa.
E agora nós, Sr. Fernando Silva.
O que está escrito no slogan é, “HERMÍNIO LOUREIRO um amigo” e não, “HERMÍNIO LOUREIRO é um amigo”, nem “HERMÍNIO LOUREIRO será um amigo”, nem tão pouco “HERMÍNIO LOUREIRO quer ser teu amigo” e muito menos “HERMÍNIO LOUREIRO é teu amigo”.
Daí, que se não é metáfora, não devia ter chamado à colação essa “amizade” imaginária, criação própria da sua idade; se é metáfora, devia ter ficado silente no seu poial a remoer o osso da dúvida, porque as metáforas têm sempre duas faces. Sabia?
Quanto à opinião que sua pessoa teceu sobre a meu parecer a ser um “lixo”, o Sr. é que irá ter paciência e continuar a chafurdar na lixeira, porque o meu lixo fará parte da sua dispensa do saber.
Bem, agora é caso para argumentar: não sei se me fiz compreender!?...
Se algo for necessário estarei à sua integral disposição.


António Figueiredo e Silva
(Desta vez, cá por estas bandas)


Nota: E agora, veja quem me lê, se existe ou não censura nas linhas do PS.
É para lamentar ou para rir?!...
Isto é que é uma DEMOCRACIA!
Dixit.